
Foto: Professor e Historiador Joaquim Gonçalves do Santos, Presidente da Academia de Letras de Biguaçu, lendo o LITTERA durante a Feira do Livro


Uma tainha aberta na brasa é uma iguaria irrecusável. Há quem prefira recheá-la com camarão, ou frutos do mar. Mas, a preferência parece ser mesmo sal a gosto, e um limãozinho galego. Seja como for, a tainha é um prato que se aprecia na mudança do outono para o inverno. Mudanças climáticas, perceptíveis, têm alterado o cenário litorâneo catarinense, mas outros aspectos para redução do número de tainhas na costa podem ser observados: poluição, pesca industrial, e pesca de indivíduos fêmeas que não conseguem desovar. A pesca da tainha exige experiência de mar, coragem pra enfrentar o frio, e camaradagem para lançar os batéis na água e puxar as redes na praia.
s tainhas, mas um episódio de encher os olhos. Seu relato é importante: “Após cercarem o peixe, eles soltam a rede. Os pescadores iniciam a atividade de puxar a rede na expectativa de que venham muitas tainhas. Nisso chegam turistas, veranistas, e moradores da Vila de Palmas. As pessoas se misturam aos pescadores ajudando a “puxada de rede”. Depois do arrasto, os pescadores remendam as redes, limpam os peixes, e os dividem. Algumas dessas tainhas já servem para o almoço do dia. O barco que tranqüilo descansa na praia servirá para mais lances e arrastos”.

Por meio de crônicas, ensaios, relatos, poemas e poesias, matérias jornalísticas, entrevistas, fotografias… o blog “de Ganchos e garranchos” se propõe a recontar a história da luso-brasileira Ganchos, hoje Governador Celso Ramos, a eterna passagem dos Guarani chamada Rerytiba. Um blog é sempre aleatório, assim tomaremos cuidados especiais em informar a data da publicação de um texto, fonte, e a que destino se aplica. Os links e marcadores servem para subsidiar pesquisas, e tornar o blog uma ferramenta de uso continuo. É com essa preocupação que dispusemos itens de busca, correio, lista de blogs, fotos do Flickr, e chamadas para outros blogs ou sites. Estamos em constante aprendizado, cantando o caminho, resistindo… e porque ao narrar a história encontramos a sabedoria de Guimarães Rosa: “narrar é resistir”. Ao vento sul que sopra nossos bateis encantam a qualquer viajante. Nosso valorosos homens do mar, nossas mulheres de fibra formam um povo de fé, luta, e resistência. Seja bem-vindos!